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A IMPORTÂNCIA DO USO DA TECNOLOGIA PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Nos dias atuais a importância da tecnologia na área da educação é muito discutida, mas quando falamos de educação especial ela se torna quase obrigatória, uma vez que muitas pessoas dependem desse meio para ter acesso ao aprendizado e adquirir as competências básicas que são de direito de todo cidadão. Aliar tecnologia à educação especial é garantir o direito de acesso ao conhecimento, dando ao indivíduo uma chance de mostrar seu potencial como qualquer cidadão considerado 'normal' perante a sociedade.
Hoje em dia muito se tem falado sobre Educação Especial, Inclusão Digital e outros termos que fazem do computador importante ferramenta de auxílio no aprendizado de muitas pessoas com necessidades especiais. Essa ferramenta desde que bem utilizada poderá trazer evoluções consideráveis. O uso desta nova tecnologia nas escolas constitui-se um verdadeiro laboratório, onde se desenvolvem experiências e observam-se reações e resultados. De acordo com Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade "No campo da Educação Especial quando falamos de 'inovações' estamos apenas apontando o que de ferramentas visíveis estão em uso junto ao educando com necessidades especiais" [1]. Não percebemos, muitas vezes, que atrás de tudo isso possui também outros tipos de tecnologias e aparatos tecnológicos que auxiliam o educando no processo de aprendizagem. Alguns métodos utilizados na transmissão de conhecimento, obviamente nunca serão deixados de lado, como antigos inventos encontramos a lousa, o giz, o apagador. Mais para muitas pessoas utilizar métodos como esses citados, torna-se extremamente impossível, pois possuem necessidades que apenas a tecnologia de ponta poderá auxiliar, sendo assim a introdução do computador e ou da tecnologia da informação na sala de aula para Educação Especial tornou-se uma saída tecnologicamente necessária. A idéia de resolver esse 'problema' dando ao aluno o direito de participar, de aprender e ter uma convivência educacional como qualquer outra pessoa, fez com que muitos órgãos e empresas de Tecnologias da Informação investissem em estudo e desenvolvimento de programas de assistência às pessoas especiais. Vemos que a preocupação em ensinar e aprender, é cada vez mais crescente, com esse empenho poderemos quebrar todas as barreiras, levando educação e conhecimento para todos, não importando o grau de necessidade especial, mais sim a constante "sede" de aprender.
Muitos cuidados são tidos com pessoas portadoras de necessidades especiais (temporários ou passageiros) entre eles destacam-se: a preparação de docentes para que possam compreender e assim transmitir o conhecimento de forma mais natural; e o investimento em tecnologia especializada, aliando dessa forma o ser humano e a máquina para juntos desenvolverem trabalhos e estudos quebrando barreiras até então encontradas. Na realidade encontram-se também alguns alunos que necessitam de um atendimento especial, mais de um outro nível ou uma outra forma. Existem os estudantes considerados normais perante uma sociedade que ostenta um "padrão" intelectual. Dentro desse universo "padronizado" há os que não se enquadram perfeitamente nessa denominação, que são os chamados alunos especiais. Mais a expressão "ter um aluno especial" não quer dizer necessariamente que seja uma pessoa deficiente física, ou mental. Existem então os alunos considerados lentos (vagarosos) e os considerados rápidos (dotados), o atendimento adotado a esses alunos, em especial, muitas vezes são repelidos pelo público e apontados como "antidemocrático" [2], mais esse apontamento já não acontece com os deficientes físicos, pois a sociedade normalmente acredita naquilo que vê, no que algo físico, sendo assim não compreende muitas vezes uma criança ou um adulto que possui leve insuficiência auditiva ou baixo poder de assimilar conhecimentos. Diante desta realidade os desenvolvedores de tecnologia devem estar atentos para que todas as pessoas especiais – por leves que sejam seus problemas - sejam atendidas, e com isso trazendo e mostrando à sociedade uma forma justa de colaboração, eliminando todo tipo de discriminação que possa ser gerado dentro do grupo.
Pode-se afirmar que a educação especial e tecnologia podem caminhar lado a lado e rumo ao mesmo objetivo: A inclusão. E que trabalhando com a tecnologia correta para cada caso, pode-se diminuir a exclusão e mostrar ao mundo que não são apenas padrões físicos que devem ser levados em conta, mais sim éticos, morais e intelectuais.
Uma pessoa portadora de deficiência pode realizar muitas tarefas, só que para isso muitas vezes necessitará de uma ferramenta, a tecnologia. Portanto não importa como você faz algo, mais sim o que faz e como supera as dificuldades.
         BE MY EYES 
Algumas das coisas mais simples que fazemos rotineiramente podem não ser tão fáceis para quem possui problemas visuais: ler o rótulo de um medicamento, a validade de um produto ou o conteúdo de uma carta. Para ajudar estas pessoas, o dinamarquês Hans Jorgen Wiberg criou o aplicativo gratuito Be My Eyes, através do qual voluntários […]
Para ajudar estas pessoas, o dinamarquês Hans Jorgen Wiberg criou o aplicativo gratuito Be My Eyes, através do qual voluntários podem emprestar sua visão para quem necessita. Para fazer parte desta rede mundial de solidariedade, é muito fácil e rápido. O app, que inicialmente só funciona no sistema iOS, pode ser baixado na App Store. Depois de feito o download e o cadastro (basta simplesmente fornecer nome, e-mail e permitir que o aplicativo tenha acesso ao microfone e à câmera do iphone ou ipad), o voluntário recebe chamadas de deficientes que precisam de auxílio.
O Be My Eyes funciona com voz e vídeo ao vivo, assim é possível para o deficiente mostrar o que ele quer ler. Voluntário e deficiente precisam estar online, com uma conexão de internet ou 3/4G de boa qualidade. Caso no momento da chamada o voluntário não possa responder à ligação, o sistema a encaminha automaticamente para outro usuário do app.
Até agora já estão cadastrados no aplicativo 66 mil voluntários e 5 mil deficientes visuais. Dez mil chamadas de ajuda foram realizadas com sucesso. “Espero que esta comunidade online consiga fazer a diferença na vida de pessoas cegas em todo mundo”, disse Wiberg.
REFERÊNCIAS
LIMA, Robson Carlos. O uso da tecnologia na educação especial. {online} Disponível na internet via: http://www.webartigos.com/artigos/o-uso-da-tecnologia-na-educacao-especial/1880/. Acesso em: 25/08/2017.


CAMARGO, Suzana. Be My Eyes: voluntários “emprestam” seus olhos a deficientes visuais em aplicativo gratuito. {online} Disponível na internet via: https://super.abril.com.br/blog/planeta/be-my-eyes-voluntarios-emprestam-seus-olhos-a-deficientes-visuais-em-aplicativo-gratuito/. Acesso em: 25/08/2017.

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