Tecnologia uma grade auxiliadora da inclusão em sala de aula

Tecnologia uma grade auxiliadora da inclusão em sala de aula

Tecnologia a favor da inclusão de alunos com deficiência


Danilo Santos Petreca, RU: 1169535
Poços de caldas


Foto:http://www.casadaptada.com.br/2017/03/centro-de-tecnologia-e-inclusao-promovera-cursos-de-inclusao-digital-para-auxiliar-pessoas-com-deficiencia-na-insercao-no-mercado-de-trabalho/


Nos dias atuais, não se pensa mais em exclusão, todos temos o mesmo direito à educação, visto que todos tem capacidade de aprender e se desenvolver dentro de suas limitações, até mesmo aqueles os quais se diziam incapazes.
Com a lei brasileira de Inclusão, as escolas públicas e privadas são obrigadas a inserir crianças com deficiência no ambiente escolar, a escola deve fornecer todas adaptações necessárias para que o desenvolvimento do mesmo possa acontecer, uma forma de trabalhar com crianças com deficiência e através da utilização da tecnologia.
            A Escola Municipal Raphael Sanches, situada na zona rural de Poços de Caldas, vem desenvolvendo um belo trabalho na área da educação inclusiva com alunos de baixa visão, utilizando a tecnologia.
A professora de Português Lúcimeire com o auxílio da diretoria, trouxe para a biblioteca da escola uma tecnologia que tem auxiliado a leitura de crianças com dificuldade de visão. Um aplicativo de computador chamado DDReader.
Este é um aplicativo de leitura de livros digitais criado pela Fundação Dorina Nowill.

“Pensando na dificuldade e na vontade dos alunos de participar das atividades de leitura na biblioteca, sem depender de outros para lerem seus livros e fazerem seus trabalhos, me dispus a procurar algo que os ajudassem”, diz a professora.

Os alunos são crianças do 5º ano do  ensino fundamental, crianças que chegaram com muita dificuldade neste nível de ensino por conta da baixa visão e que agora estão podendo se desenvolver melhor bem como participar das leituras, não só como ouvintes, mas também como leitores.



                     Imagens do aplicativo funcionando em um smartphone Android (Foto: Reprodução)  http://redeleiturainclusiva.org.br

Como funciona o aplicativo?

Segundo o Instituto, Fundação Dorina, criador do aplicativo, com um visual simples e objetivo, o DDReader oferece inúmeros recursos que ajudam não só as pessoas cegas e com baixa visão, mas também qualquer outra pessoa com capacidade visual reduzida como idosos, por exemplo, a lerem seus livros favoritos no formato Daisy (Digital Accessible Information System, sistema de informação digital acessível em português livre), um formato de livro digital criado exclusivamente para facilitar a leitura de pessoas com dificuldades para enxergar ao permitir a navegação em um texto escrito que são narrados com a ajuda de aplicativos específicos.
Depois de poucos minutos o usuário já consegue se adaptar à navegação e já ter uma ideia do potencial do DDReader. Através de uma tela dividida em seis áreas (representado no quadro da esquerda da imagem acima), o usuário consegue navegar pelo menu, escolher  livro que deseja ler ou então modificar as configurações de acordo com o seu gosto. Logo no menu inicial é possível ativar um tutorial que ensina o usuário de primeira viagem a ter uma melhor experiência e saber tudo o que o aplicativo é capaz, tudo isso sendo narrado em voz alta para que a pessoa cega ou com visão limitada consiga entender o que se passa.
Em entrevista a uma emissora de TV local o aluno, Pedro Henrique Moraes, 12 anos, fala sobre sua vida de estudante, após a inserção do aplicativo como ferramenta de ensino na escola.

 Minha vida sempre foi difícil por conta da baixa visão, na escola então nem se fala! Sempre fiquei para trás nos estudos, não conseguia acompanhar meus colegas, passei a estudar braile, para melhorar meus estudos, mas é difícil conseguir traduzir todos os livros para a leitura em braile e com este aplicativo, hoje eu consigo ler e entender todas as leituras que faço e isso só tem me ajudado, sinto prazer em ler, tenho mais vontade de vir para a escola porque sei que vou viajar pelo mundo da leitura.

Segundo Ariovalda, diretora da escola, este aplicativo trouxe muitas vantagens para o ambiente escolar, uma delas é a motivação dos alunos com deficiência, melhorando não somente a parte cognitiva dos mesmo, mas também a parte social, hoje eles estão se aproximando mais dos demais alunos e se envolvendo nos trabalhos escolares, especialmente os que são realizados em grupo.
A tecnologia está aí para ajudar, O professor deve ter iniciativa para obter as informações que são relevantes para o exercício de sua função de educador, comprometido com os ideais de justiça social e igualdade de direitos para qualquer ser humano, em especial os deficientes físicos, seja ele qual for, atitudes como a da professora Lúcimeire, nos faz pensar quão valiosa é essa missão, a de educar com amor e sobre tudo empenho e dedicação.


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