Tecnologia a serviço do aprendizado para a inclusão de crianças com deficiência visual
Tecnologia
a serviço do aprendizado para a inclusão de crianças com deficiência visual
Por - Ana Carolina Montoro dos Santos
Silva – RU 1714066
Josiane Magalhães – RU 1801011
Polo – Poços de Caldas - MG
Data 07/08/2017
“As
pessoas com deficiência visual necessitam de mediadores para processar a
quantidade ilimitada de estímulos visuais presentes no ambiente real e virtual”
(Elizabet Dias de Sá)
Fonte:
https://www.isoftmix.com/site1/dicas/techtudo/7-techtudo/8793-comofazerandroideiphonetocaremamesmamuosicacomoappampme
Segundo
dados estatísticos Censo
2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem no
país, mais de 45,6 milhões de brasileiros que declaram ter algum tipo de
deficiência, sendo que 2,5 milhões deles têm entre 4 e 17 anos, ou seja, estão
em período escolar. Sabemos que muitas dessas ainda vivenciam grandes desafios
dentro das salas de aulas, afim de uma educação de qualidade. A inclusão
digital para estes alunos é um grande aliado para sua formação.
No portal do MEC, Elizabete Dias de
Sá, levanta que as ferramentas tecnológicas facilitam os meios de comunicação
para as pessoas com deficiência visual, e que,
através da informática, simplificam a dinâmica da fala e a comunicação
de todos promovendo uma autonomia pessoal e profissional , podendo suprir ou compensar as restrições da falta de visão.
O auxilio da tecnologia e os recursos
disponíveis no mercado podem modificar e adaptar o estilo de vida, as
interações sociais e as atitudes com relação à educação e trabalho quando
falamos de pessoas com deficiência visual versus o mundo tecnológico.
“As pessoas com deficiência visual necessitam
de mediadores para processar a quantidade ilimitada de estímulos visuais
presentes no ambiente real e virtual”, como relata Elizabet Dias de Sá, ou seja
, necessitam de mediadores físicos , pessoas que possam auxiliar nesta
compreensão de mundo e seus estímulos , quanto os recursos tecnológicos como
tablet, celulares entre outros.
Conforme afirma Elizabet Dias de Sá, a
tecnologia de informação é uma ferramenta que possibilita a equiparação de
oportunidades e de inclusão social, estimulando também o desenvolvimento
cognitivo e as habilidades sensoriais das pessoas portadoras de deficiência
visual.
Hoje no Brasil, existem projetos e
iniciativas que apresentam soluções e adaptações de hardware ou software
especiais de acessibilidade, de baixo custo ou sem nenhum custo com o objetivo
de possibilitar a inclusão social destas pessoas com necessidades especiais, um
destes aplicativos é o NantMobile, este aplicativo
aplica uma tecnologia sensorial de última geração nos ambientes móveis (
tablet, celular), visa reconhece imediatamente as células de dinheiro
e o valor destas células por meio
de voz para o usuário do aplicativo, sendo necessário somente colocar a célula
diante da câmera do dispositivo que pode ser tablet, celular, entre outros, e o
valor é reconhecido em tempo real.
O mais interessante desta ferramenta é que neste momento de aprendizado, o aplicativo não precisa de internet para funcionar e o mesmo ainda reconhece as moedas de diversos países entre eles o Dólar Americano e o Canadense, que são os mais utilizados neste aplicativo.
O mais interessante desta ferramenta é que neste momento de aprendizado, o aplicativo não precisa de internet para funcionar e o mesmo ainda reconhece as moedas de diversos países entre eles o Dólar Americano e o Canadense, que são os mais utilizados neste aplicativo.
Em entrevista a professora Raquel
Queiros da escola Municipal Tom Jobim da cidade de Barbacena, relata a
atividade realizada na sala do 2º ano. A professora têm 19 alunos e, entre eles
uma aluna de 7 anos, a Joana Emílio portadora de deficiência
visual total. Em aula com o tema de sistema monetário a professora fez uso do
aplicativo NantMobile.
A dinâmica foi bem simples , Raquel montou em sala de aula um mini mercado , com
produtos e preços providenciados pelas próprias crianças , e a partir deste
momento começou a ensinar os preços dos produtos , a forma de pagamento e as
contagens das células de brinquedo ( que havia comprado em uma loja ), para
Joana com a deficiência visual, utilizou-se do aplicativo para a contagem das
células .
Neste momento, segundo a professora
pode ensinar de uma forma ampla os objetivos propostos, com todos os alunos, e
o aplicativo fez tanto sucesso na escola e na sala de aula que os outros
professores lançaram mão da utilização
deste aplicativo para ensinar Matemática.
Desta forma percebe-se que a inclusão
social e tecnológica acontece, a partir do momento em que os docentes
disponibilizam e se interessem para que ela ocorra construção do saber e do
conhecimento ocorra. Hoje o mundo traz várias ferramentas para minimizar as
diferenças e os conflitos na vida dos alunos. Os desafios estão no cotidiano
para que possamos vencê-los.
Referência:
Disponível
em: http://porvir.org/jovens-desenvolvem-tecnologias-para-acessibilidade/
Acesso em: 04 de Agosto de 2017.
Disponível
em: https://canaldoensino.com.br/blog/tecnologia-a-servico-da-inclusao-de-deficientes-visuais-na-escola / Acesso em: 06 de Agosto de 2017.
Disponível
em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dv.pdf/ Acesso em: 06 de Agosto de 2017.
Disponível
em: http://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/10-anos/2017/07/recursos-tecnologicos-promovem-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia-visual-e-auditiva/Acesso em: 06 de Agosto de 2017.


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