TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Por Janusi Saiki, RU1649354.
Tecnologia assistiva é o termo que designa os recursos e serviços que promovem ou ampliam as habilidades de pessoas com deficiência, proporcionando independência e inclusão.
A Escola Estadual Josué Valente, em Poços de Caldas, Minas Gerais, utiliza tecnologias assistivas, mais precisamente, através da acessibilidade digital, nas turmas de Ensino Fundamental, com dois alunos portadores de deficiência auditiva profunda.
A diretora Terezinha Silva conta que assim que a escola recebeu o desafio de atender alunos em inclusão, em 2016, vários profissionais da escola procuraram aprender mais sobre o assunto, pois queriam estar mais capacitados e, nestas aprendizagens, conheceram o aplicativo VLibras.
O VLibras traduz conteúdos digitais, que podem ser textos, áudios ou vídeos, em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). É composto de softwares gratuitos para download que podem ser usados em computadores, smartphones e tabletes. O VLibras foi desenvolvido pela Universidade Federal da Paraíba em parceria com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
No site http://vlibras.gov.br/ é possível baixar o software para computadores, a extensão para ser usada nos principais navegadores de Internet ou ainda encontrar os links para baixar os aplicativos para celulares e smartphones com sistemas Android ou iOS.
A professora Gessy Cardoso, de 45 anos, utiliza o aplicativo, através de tabletes, com Mariana, de 8 anos e Matheus, de 9 anos, ambos alunos surdos do 3º ano do Ensino Fundamental, em todas as disciplinas e, principalmente, na Língua Portuguesa, que é adquirida como segunda língua para estes alunos.
A professora conta que com o VLibras ela pode trabalhar com os alunos surdos o mesmo conteúdo, o mesmo plano de aula que utiliza com os alunos ouvintes, o que é muito bom pois há total inclusão. Inclusive, a professora grava o áudio de suas explicações das matérias e o aplicativo faz a tradução, já que ela não sabe Libras. “É mais rápido do que digitar as explicações no tablete”, afirma Gessy.
Os alunos ouvintes também utilizam o VLibras pra se comunicarem com os colegas surdos e já estão aprendendo alguns sinais feitos pelo personagem virtual (avatar) do VLibras.
Os tabletes que os alunos utilizam em classe pertencem à escola, entretanto, os pais dos dois alunos surdos também instalaram os softwares VLibras nos computadores de casa e nos smartphones.
A principal vantagem do VLibras é facilitar a comunicação entre o usuário da Libras e os ouvintes, de modo que os alunos surdos possam se comunicar com os colegas de classe, professores e até com os demais funcionários da escola que, aliás, já estão se acostumando com essa tecnologia que a escola adotou.
Além disso, o VLibras é colaborativo, assim os deficientes auditivos podem enviar sinais que não constem ainda no aplicativo, para que sejam incluídos no dicionário do software, que já conta com mais de 11.000 termos.
As únicas desvantagens apontadas são que o aluno precisa já ter conhecimento de Libras (ou seja, o aplicativo é mais bem utilizado com pessoas que já estão alfabetizadas em Libras), e portar sempre consigo um tablete ou smartphone, quando não estiver utilizando um computador de mesa.
Poços de Caldas - MG
26/08/2017
Uma escola mineira vem utilizando tecnologia assistiva com alunos portadores de deficiência auditiva e o resultado é a inclusão social destes alunos. Mas, o que é tecnologia assistiva?
Tecnologia assistiva é o termo que designa os recursos e serviços que promovem ou ampliam as habilidades de pessoas com deficiência, proporcionando independência e inclusão.
A Escola Estadual Josué Valente, em Poços de Caldas, Minas Gerais, utiliza tecnologias assistivas, mais precisamente, através da acessibilidade digital, nas turmas de Ensino Fundamental, com dois alunos portadores de deficiência auditiva profunda.
A diretora Terezinha Silva conta que assim que a escola recebeu o desafio de atender alunos em inclusão, em 2016, vários profissionais da escola procuraram aprender mais sobre o assunto, pois queriam estar mais capacitados e, nestas aprendizagens, conheceram o aplicativo VLibras.
O VLibras traduz conteúdos digitais, que podem ser textos, áudios ou vídeos, em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). É composto de softwares gratuitos para download que podem ser usados em computadores, smartphones e tabletes. O VLibras foi desenvolvido pela Universidade Federal da Paraíba em parceria com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
No site http://vlibras.gov.br/ é possível baixar o software para computadores, a extensão para ser usada nos principais navegadores de Internet ou ainda encontrar os links para baixar os aplicativos para celulares e smartphones com sistemas Android ou iOS.
A professora Gessy Cardoso, de 45 anos, utiliza o aplicativo, através de tabletes, com Mariana, de 8 anos e Matheus, de 9 anos, ambos alunos surdos do 3º ano do Ensino Fundamental, em todas as disciplinas e, principalmente, na Língua Portuguesa, que é adquirida como segunda língua para estes alunos.
A professora conta que com o VLibras ela pode trabalhar com os alunos surdos o mesmo conteúdo, o mesmo plano de aula que utiliza com os alunos ouvintes, o que é muito bom pois há total inclusão. Inclusive, a professora grava o áudio de suas explicações das matérias e o aplicativo faz a tradução, já que ela não sabe Libras. “É mais rápido do que digitar as explicações no tablete”, afirma Gessy.
Os alunos ouvintes também utilizam o VLibras pra se comunicarem com os colegas surdos e já estão aprendendo alguns sinais feitos pelo personagem virtual (avatar) do VLibras.
Os tabletes que os alunos utilizam em classe pertencem à escola, entretanto, os pais dos dois alunos surdos também instalaram os softwares VLibras nos computadores de casa e nos smartphones.
A principal vantagem do VLibras é facilitar a comunicação entre o usuário da Libras e os ouvintes, de modo que os alunos surdos possam se comunicar com os colegas de classe, professores e até com os demais funcionários da escola que, aliás, já estão se acostumando com essa tecnologia que a escola adotou.
Além disso, o VLibras é colaborativo, assim os deficientes auditivos podem enviar sinais que não constem ainda no aplicativo, para que sejam incluídos no dicionário do software, que já conta com mais de 11.000 termos.
As únicas desvantagens apontadas são que o aluno precisa já ter conhecimento de Libras (ou seja, o aplicativo é mais bem utilizado com pessoas que já estão alfabetizadas em Libras), e portar sempre consigo um tablete ou smartphone, quando não estiver utilizando um computador de mesa.


Comentários
Postar um comentário