NOVAS TECNOLOGIAS AUXILIAM NA INCLUSÃO ESCOLAR.

Conheça o Livox, aplicativo desenvolvido em Pernambuco para facilitar a comunicação de deficientes intelectuais.


Por Gustavo Rossi RU: 1920719 e Letícia Zibordi RU:  1953927                                          
Uninter - Poços de Caldas - MG
19 de Agosto de 2017

Fonte: FOLHA UOL I

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, cerca de 6% da população tem algum tipo de deficiência, considerando os tipos: auditiva, visual, física, e intelectual. Cerca de 0,8% da população possui algum tipo de deficiência intelectual e dentro desta parcela, a maioria (0,5) já nasceu com limitações. Apenas 30% das pessoas com deficiência tem acesso a algum serviço de reabilitação e a falta de atendimento para tratamentos específicos em hospitais públicos colabora para a baixa porcentagem de atendidos.

Pensando no bem estar e desenvolvimento da filha Clara, de sete anos, que possui paralisia cerebral, o analista de sistemas pernambucano, Carlos Pereira, desenvolveu o aplicativo Livox, que se adapta a qualquer tipo de deficiência seja ela motora, visual ou cognitiva, auxiliando o usuário a se comunicar de maneira mais eficiente. Por meio do uso de algoritmos, o aplicativo atende tanto a paralisia cerebral quanto o autismo, ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) ou sequelas de AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas) como a melhor tecnologia inclusiva do mundo, o aplicativo se mostrou uma excelente ferramenta para inclusão também nas salas de aulas, e pode ser aplicado em todas as disciplinas e faixas etárias de aprendizagem. Apesar de não estar disponível de graça, para Android e IOS, o serviço oferece descontos para escolas, profissionais de educação e APAE’s.

A tecnologia aplicada à educação é capaz de trazer novos recursos a serem explorados tanto pelo aluno como pelo professor. Com a expansão das novas tecnologias no cenário educacional, é necessário que se realizem mudanças também no cenário político e social dentro das estruturas educacionais.

O Ministério da Educação deve desenvolver parcerias com os Estados e Municípios para que aplicativos e softwares, como o Livox, estejam dentro das salas de aula, auxiliando os alunos a se expressarem, ter liberdade e melhores condições de comunicação. O fato é que ainda há uma grande luta para que todos possam ter acesso, tanto nas escolas quanto em casa, já que apenas 60% dos domicílios tem acesso à rede mundial de computadores.

A informação chega de maneira muito mais simples e rápida atualmente, do que há 30 anos. A escola como instituição social tem o dever de transmitir saberes e práticas para todos. É necessário que a escola, o ensino e os professores se mantenham “conectados” para aprimorar o ensino, de uma maneira onde ninguém seja excluído. Todos temos os mesmos direitos. Afinal, como afirma Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou sua construção.”.

Comentários

Postagens mais visitadas