MÃOS QUE FALAM
Por Daiane Aparecida Batista – RU
1810317
Polo – Poços de Caldas
Data 14/08/2017

Fonte:
Portal Tri
Para dar uma melhor
qualidade de vida e estimular o potencial de sua filha com paralisia cerebral,
o analista de sistema Carlos Pereira desenvolveu uma tecnologia que já ajudou
mais de 20 mil pessoas com deficiência a se comunicarem.
Primeiro programa de
comunicação alternativa para tablets totalmente em português, o aplicativo
Livox foi desenvolvido após quatro anos de trabalho intenso. Foi premiado pela ONU
(Organização das Nações Unidas) como a melhor tecnologia inclusiva do mundo.
O aplicativo tem por
objetivo auxiliar as pessoas sem fala ou escrita funcional a desenvolver suas
habilidades necessárias para expressarem suas necessidades e anseios. Consegue
atender diferentes deficiências e doenças, como autismo, ELA (Esclerose Lateral
Amiotrófica) e sequelas de AVA (Acidente Vascular Cerebral).
Com o aplicativo instalado
em um tablet pessoas que não podem se comunicar por causa de uma doença ou
deficiência conseguem se expressar , tocando em figuras , textos e vídeos. O
software é baseado em algoritmos inteligentes, como o Intelli Touch, que se
ajusta a diferentes graus de deficiência motora, cognitiva e visual, sendo
capaz de corrigir o toque impreciso na tela do tablet da pessoa com
deficiência.
O teclado virtual da
ferramenta fala automaticamente por comando de voz palavras ou frases que estão
sendo digitados, o que torna possível a comunicação do usuário com outras
pessoas. O software contém um catálogo de 20 mil imagens que podem ser
utilizadas em conjunto com textos e também permite o acesso a atividades culturais,
como filmes, desenhos e músicas.
Permite criar conteúdos
separados e personalizados para cada paciente ou perfil de diagnóstico. A
ferramenta também facilita a alfabetização e o estudo de conceitos
Educacionais.
A prefeitura de Recife
adquiriu, em 2014, 5.000 licenças do aplicativo que hoje são utilizados por
alunos de escolas municipais, como a de Educação Infantil Engenho do Meio, na
periferia da capital pernambucana. A escola é referência no atendimento de
jovens com deficiência, promovendo a inclusão de 86 alunos com alguma carência
física ou intelectual.
Jhonatan Lins, de 18
anos, aluno do 5° ano da escola, tem paralisia cerebral e se comunica através
do aplicativo Livox. O jovem não fala, ele está conseguindo se comunicar melhor
depois que começou a usar a ferramenta, além de estar aprendendo a escrever.

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