Aplicativo facilita o uso da linguagem de sinais (Libras) nas escolas do Brasil

 Aplicativo facilita o uso da linguagem de sinais (Libras) nas escolas do Brasil
Por Bruno Hussein da Silva 1556787
Polo – Poços de Caldas
Data: 25/08/2017


Fonte: i-tecnico.pt
O VLibras é uma suíte de ferramentas utilizadas na tradução automática do Português para a Língua Brasileira de Sinais. É possível utilizar essas ferramentas tanto no computador Desktop quanto em smartphones e tabletes. Resultado de uma parceria entre o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), por meio da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Suíte VLibras consiste em um conjunto de ferramentas computacionais de código aberto, responsável por traduzir conteúdos digitais (texto, áudio e vídeo) para a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, tornando computadores, dispositivos móveis e plataformas Web acessíveis para pessoas surdas.
O coordenador do projeto Vlibras, Tiago Maritan, explica que o conjunto de aplicativos faz a tradução de conteúdos digitais (texto, áudio e vídeo) para Libras, a Língua Brasileira de Sinais, através de um boneco (avatar) 3D. As pessoas com deficiência auditiva podem selecionar textos e áudios e, com um clique, traduzir estes conteúdos para Libras.
“Ao contrário do que muita gente pensa, a maioria das pessoas surdas não são alfabetizadas em português. Além de ter, muitas vezes, dificuldade de acesso a educação, elas têm também a barreira do português, que não é a sua língua mãe. A primeira língua é a língua de sinais”, explica Maritan, que é professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
O sotware Vlibras possui uma série de ferramentas. Uma delas serve para a tradução de conteúdos de sites, áudios e textos para Libras e pode ser instalada em computadores, navegadores e celulares. Outra ferramenta é a chamada WikiLibras, um sistema para correção e inclusão de novos sinais. Maritan afirma que ainda hoje há um abismo entre a quantidade de palavras em língua portuguesa e a quantidade de sinais.
“O português tem 300 mil palavras e libras tem de 10 a 15 mil sinais definidos. Então, quando alguém sentir falta de algum sinal na ferramenta, ele pode entrar lá e contribuir gerando novos sinais. Essa ferramenta é para a comunidade de surdos fazer a inclusão de novos sinais e corrigir os sinais que ela considera que precisam melhorar”, afirma Tiago.
Os deficientes auditivos podem, através desta ferramenta, gravar um vídeo com um sinal, que será enviado para um programador reproduzir no avatar. Depois de reproduzido, o sinal passa pelo crivo de especialistas antes de ser validado e incluído no programa.
De acordo com as estatísticas do censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 10 milhões de brasileiros têm alguma deficiência auditiva, o que representa 5% da população do país. Destes, cerca de 2 milhões possuem deficiência auditiva severa, 1,7 milhões têm grande dificuldade para ouvir e 344,2 mil são surdos.
O trabalho de desenvolvimento de novos sinais no VLibras já conta com uma parceria com a Câmara de Deputados. O órgão cedeu servidores da TV Câmara para a inclusão de mais gestos nos softwares. “Mais de 1,2 mil sinais estão sendo inseridos por essa iniciativa”, disse a coordenadora do Programa de Acessibilidade da Câmara, Adriana Padula Jannuzzi, que informou ainda que o próximo passo é incluir sinais jurídicos nas ferramentas.
O VLibras também está disponível para dispositivos móveis. Os interessados em utilizar as ferramentas podem baixar os aplicativos gratuitamente na Google Play e na Apple Store.
Esta tecnologia pode ser muito útil em sala de aula, tanto para professores como para os alunos. A partir deste aplicativo os professores podem interagir com os seus alunos surdos de maneira rápida e dinâmica e desta forma o aluno surdo se sentira mais inserido no convívio de uma sala de aula.
Usando este aplicativo o professor pode planejar aulas inteiras adaptadas para seus alunos surdos e com isso o processo de ensino aprendizagem acontecera de forma mais dinâmica, possibilitando uma aprendizagem mais rápida.
O primeiro passo foi dado rumo a inclusão de todos nas escolas, agora cabe as escolas e as secretarias de educação qualificar os professores e fornecer estas novas ferramentas para toda a comunidade acadêmica.

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