ABC do Autismo "o App que auxilia crianças e adolescentes do mundo inteiro".
O INOVADOR DO AUTISMO
Por_ Mariana Venâncio dos Santos,
1649865
Polo – Poços de Caldas
Data (ex. 22/08/2017)
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Uma
Professora da Educação Infantil de uma escola de Minas Gerais teve a incrível
ideia de fazer uso de um aplicativo a fim de incluir um aluno autista em sua
aula de português, o aluno que está na segunda série do ensino fundamental, apresenta um grau leve da doença o que facilitou a
nova experiência da professora. O inovador, já registrou mais de 40 mil downloads
até o momento e vem sendo usado no mundo inteiro.Tendo
em vista a dificuldade que João tem na matéria a professora Mônica buscou ajuda,
foi então que ela encontrou o “ABC do Autismo”, ele auxilia crianças e
adolescentes autistas do mundo inteiro com dificuldades no processo de
aprendizagem, e foi desenvolvido por pesquisadores do instituto federal de
Alagoas (IFAL). Baseado nas premissas do “Programa de Tratamento e Educação
para Autistas e crianças com Déficits”, criado em 1964, na Universidade da
Carolina do Norte (EUA).
João de apenas oito anos de idade está na
segunda série do ensino fundamental, o menino tem apresentado bastante
interesse pelo novo método de ensino, mas a tarefa não esta sendo tão fácil, já
que no jogo são vários níveis até que a professora chegue à fase desejada.
Nos
dois primeiros níveis a criança desenvolve habilidades concretas como
descriminação, e a partir do terceiro as atividades tem um maior nível de
dificuldades que exige mais do aluno, e
então o desejado quarto e último, que
aborda o letramento, separação de sílabas, vogais e formação de palavras.
Segundo
a professora, ele trabalha com aprendizagem de sinalização visual isso é,
quando a criança está de frente pra tarefa na maioria das vezes consegue fazer
sem ajuda de um adulto, o que traz autonomia e evita à distração.
“De
acordo com a neuropediatra Carla Gikovate, o aprendizado de português de
crianças autistas é bem diferenciado, porque há diferentes tipos de
dificuldades para que aprendam português. Tem crianças que não alfabetizam porque
não conseguem prestar atenção nas letras, outras podem ter dificuldades em memorizar
o que aprenderam, outras podem ter dificuldade de grafismo ao fazer a forma das
letras. Cada tipo de dificuldade pressupõe uma intervenção diferente.”
No
Brasil cerca de 90% dos casos não receberam o devido diagnóstico da doença,
isso sem dúvida, atrapalha no tratamento e no convívio dos autistas. Felizmente
esse não é o caso do João como dito anteriormente ele tem um grau de autismo
leve, o que faz com que ele não tenha muita dificuldade para usar o Aplicativo,
a professora Mônica apresentou para a família, para que eles o auxiliassem também.
Uma
diretora técnica da Associação Brasileira de Autismo disse que o aplicativo
precisaria ter outros níveis de dificuldade. “Para uma aprendizagem mais
sólida, eu acho que teria que ter mais conteúdo nesse mesmo formato do
aplicativo. Eu acho que tem chance de melhorar a aprendizagem de português se
forem introduzidos mais módulos no jogo, com graus de dificuldades maiores,”
avaliou.
Para
o aluno a experiência tem sido satisfatória, mas a professora pretende
continuar suas pesquisas e ajudar alunos com um grau de dificuldade maior, e
para isso ela acredita que realmente o
aplicativo precise ter outros níveis.


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