A TECNOLOGIA NA COMUNICAÇÃO COM ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

Por Patrícia Silva de Souza RU 1538738
Polo – Poços de Caldas
Data 14/08/2017

 
 










Fonte: Uninter
A Constituição Brasileira em seu art.208 garante que todos os brasileiros tem direito a educação. Infelizmente por muitos anos o que encontramos no cenário educacional brasileiro era a segregação de alunos considerados portadores de necessidades especiais. Tal cultura da exclusão ou segregação, apenas ajuda a fortalecer o discurso do ódio e da intolerância.

No cenário educacional de hoje o que encontramos é um fortalecimento das lutas pela igualdade de acesso e mais do que isso de permanência dos alunos portadores de necessidades especiais na rede regular de ensino. Se por um lado as políticas públicas vêm garantir que esse direito seja cumprido, por outro lado sabemos que não basta apenas colocar o aluno na escola, sem que essa e os profissionais ali presentes, sobretudo, o professor esteja de fato preparado para atender as necessidades e demandas do aluno, bem como que desenvolva um trabalho que possa de fato garantir que esse aluno poderá desenvolver suas habilidades e capacidades.

Por vezes a presença de algumas deficiências pode colocar a criança com serias dificuldades de desenvolvimento das habilidades da linguagem, sobretudo na linguagem receptiva, na linguagem expressiva ou em ambas, e então o desafio passa a ser como integrar esse aluno em uma sala de ensino regular e garantir que ele possa se desenvolver?

Diante deste cenário as empresas de tecnologia têm procurado cada vez mais desenvolver equipamentos que possam dar suporte para esses alunos, garantindo a eles o que existe de mais essencial na vida de um ser humano e que está presente na sociedade, que é o poder de se Comunicar com as demais pessoas que estão a nossa volta, sobretudo em um ambiente de aprendizagem das salas de aulas.

Os Sistemas de Comunicação Aumentados e Alternativos, conhecidos como CAA, na modalidade considerada apoiado, por se tratar de um instrumento ou equipamento que está ali presente além do corpo do aluno, servirá como um interlocutor para produzir uma mensagem. No caso especifico dos Comunicadores Pessoais, que é do que se trata nossa abordagem, são dispositivos individuais digitais que podem produzir ou não a fala, depende da necessidade individual da criança.

Como exemplo desses dispositivos, podemos citar a Canon Communicator, o Touch Talker, o Liberator e o Intro Talker. Do tamanho de uma calculadora ou de um telefone celular ou tablets. São compostos por teclados e visor de cristal liquido. Em alguns casos existe inclusive a opção de uma impressora. Oferecem a vantagem de serem menos perceptíveis que um quadro de comunicação, de fácil transporte. Porém, é necessário que o aluno tenha condições de pressionar fisicamente as teclas com seus dedos ou alguma outra parte do corpo usando algum tipo de apontador caso seja necessário.

É preciso que fique claro que a responsabilidade pela seleção e utilização deste Sistema de 

Comunicação deve ser compartilhada entre os membros da equipe educacional, e é preciso contar com pessoas que fato assumam a responsabilidade por desenvolver e implementar o programa de educação do aluno, e a questão é estaria o Brasil preparado para utilizar essa ferramenta de apoio tecnológica com nossos alunos portadores de necessidades especiais na rede regular de ensino de todo país? Estaria o governo disposto a adotar políticas públicas que possam garantir parceria para aquisição deste equipamento?

Essas são respostas bastante difíceis de responder diante do cenário que encontramos hoje na educação brasileira e da falta de aplicabilidade das leis na prática. Sabemos que um aluno que apresenta um quadro de deficiência, quando educado em escolas regulares de ensino, com colegas que não apresentam deficiência, ao longo de sua vida escolar, terá mais oportunidades de progredir tanto nas questões acadêmicas, quanto sociais. No entanto, ressaltamos que apenas garantir essa proximidade sem facilitar ou criar mecanismo para que essa aproximação possa de fato abraçar uma interação planejada, de nada adiantará essa proximidade.


Fonte: STAINBACK, Susan. STAINBACK, William. Inclusão: um guia para educadores. 1ª ed. Artemed. 1999

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